sábado, 4 de julho de 2026

Anne

When he died, he chose to be buried in a simple grave in their small village, right next to his beloved Anne. 

She was born in 1928 with Down syndrome. 

Back in those days, the world was a very cruel place for children with intellectual disabilities. Society told parents to hide them away, feel ashamed, or lock them up in cold, dark institutions.

But Charles de Gaulle and his wife Yvonne completely rejected that idea. The very moment the doctors gave them the diagnosis, the General looked at his wife, hugged her tightly, and said, "It does not matter. Now, she is our joy."

Most people know Charles de Gaulle as the ultimate French hero. He was the tall, cold, and inflexible military man who stood up to Adolf Hitler and saved France during World War II. He looked like a leader made of stone, someone who never smiled and never showed an ounce of weakness. But behind that tough uniform, there was a completely different man. 

He was a deeply loving father with a beautiful secret, and her name was Anne.

They chose to build their whole lives around making Anne happy. They bought a quiet country house with a huge, walled garden just so Anne could run around freely, away from the mean stares and judgy whispers of strangers.

The most amazing part of the story is how the feared General transformed when he was with his little girl. The man who made world leaders tremble would come home, drop to his knees, and instantly become a total softie. He would spend hours singing popular songs to her, telling her stories, and letting her bounce on his lap. 

He even did silly dances and funny imitations just to hear her laugh. She was the only person in the entire world who could make this giant of a man totally let his guard down.

"Anne is my joy," he used to tell his closest friends. "She helps me overcome all the failures and all the greatness. For me, she is a gift from heaven."

Even during the darkest days of the war, when France was occupied by the Nazis, de Gaulle kept Anne close. He knew that under the Nazi regime, children with disabilities were targeted and murdered. He made sure his family escaped safely to England. 

Throughout the war, he carried a small photograph of Anne inside his uniform pocket, right next to his heart. Whenever the pressure of leading the French Resistance became too much to bear, he would look at her face to find the moral strength to keep fighting.

Years later, in 1962, that same photograph would save his life. De Gaulle miraculously survived a fierce assassination attempt when terrorists riddled his presidential car with bullets. 

One of the shots shattered the back window and slammed directly into the frame of Anne's photo, which his wife, Yvonne, was carrying in her purse. De Gaulle looked at the wreckage and said, 

"She protected me from heaven."

Sadly, Anne had passed away years earlier from a sudden bout of pneumonia in 1948, when she was only 20 years old. She died right in her father’s arms. The General was completely heartbroken. At her funeral, as he stood by her grave holding his wife's hand, he looked down and said, 

"Come, Yvonne. Now our little girl is just like the others."

After her death, the de Gaulle family created a foundation in her honor to care for young women with disabilities, funding it entirely with the money the General made from selling his books. 

They wanted to ensure that other vulnerable children would always have a safe, loving place to grow up, turning their personal heartbreak into a lasting legacy of pure compassion.

History will always remember Charles de Gaulle for his iron will, his brilliant political maneuvers, and the grand speeches that reshaped a nation. But his truest victory wasn’t won on a battlefield or signed in a treaty. 

It was found in the quiet corners of a walled garden, in the silly songs he sang to a little girl who loved him simply for being her dad. 

He proved that the greatest measure of a man’s strength isn't how well he fights the world, but how fiercely and tenderly he protects the ones within it.   

*We Are Human Angels*
Authors
Awakening the Human Spirit

We are the authors of 'We Are Human Angels,' the book that has spread a new vision of the human experience and has been spontaneously translated into 14 languages by readers.

We hope our writing sparks something in you!

#CharlesDeGaulle #InspirationalStories #FamilyFirst #DownSyndromeAwareness #TrueLove

sábado, 27 de junho de 2026

hey jules

》Era maio de 1968. Cynthia Lennon regressava de férias na Grécia quando abriu a porta de casa, em Kenwood, e encontrou o seu marido, John Lennon, sentado no chão, de pernas cruzadas, frente a frente com Yoko Ono. Olhavam-se nos olhos como se o mundo tivesse desaparecido. Yoko usava o robe de Cynthia. Os chinelos à porta do quarto completavam o que não precisava ser dito.

O que Cynthia fez a seguir não foi humano , foi quase sobre-humano.

Ela não gritou.
Não chorou.
Não quebrou nada.

Com uma calma que só o choque profundo consegue produzir, perguntou: “Gostariam de jantar?”

Tinha tomado o pequeno-almoço na Grécia, almoçado em Roma… poderiam jantar juntos em Londres.

Essa frase absurda, surreal perseguiu-a durante anos.

“Diante do meu marido e da sua amante ,usando o meu próprio robe, comportando-se como se eu fosse a intrusa… tudo o que consegui fazer foi agir como se estivesse tudo normal”, escreveu mais tarde. “Eu estava em choque. Funcionava em piloto automático.”

Mas o que mais doía… não era apenas a traição.

Era o cálculo.

John sabia que ela voltaria naquele dia. Aquela cena não foi um acidente. Foi encenada.
Ela foi feita para ver.

No dia seguinte, ele beijou-a no rosto como se nada tivesse acontecido. Disse que a amava. Disse que Yoko não significava nada, como disse sobre tantas outras mulheres antes.

Mas Cynthia sabia.

Desta vez… era o fim.

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O que veio depois é a parte que o mundo quase nunca conta.

Cynthia Lennon não se tornou a ex-esposa amarga que os jornais esperavam.
E motivos não lhe faltavam.

John pediu o divórcio e tentou culpá-la, acusando-a de adultério. Quando ela negou, ele cedeu , e assumiu a sua própria traição.

Ofereceu-lhe 75 mil libras.
Disse-lhe ao telefone: “É como ganhar na lotaria. Não vales mais do que isso.”

No final, ela recebeu 100 mil libras, a custódia do filho e um pequeno apoio anual.

Cem mil libras… de um dos homens mais ricos do mundo.

E ela foi embora.

Sem escândalos.
Sem vingança.
Sem destruir a imagem de um homem que ela conhecia melhor do que ninguém.

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Ela escolheu o silêncio.

Mudou-se para uma pequena cidade no País de Gales. Abriu um restaurante simples. Criou o filho, Julian, longe do caos da fama.

Enquanto John dominava capas de revistas, Cynthia cozinhava para desconhecidos… e ajudava o filho a fazer os trabalhos de casa.

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E há algo que o mundo precisa saber sobre Paul McCartney.

Quando John saiu… Paul não saiu.

Ele foi até a casa de Cynthia. Levou uma rosa vermelha. Tentou fazê-la sorrir. Brincou:
“E então, Cyn… e se nós nos casássemos?”

Ela riu.

No caminho de volta, dentro do carro, Paul começou a escrever uma música para o pequeno Julian.

“Hey Jules… don’t make it bad…”

Mais tarde, mudou para “Hey Jude”.

Tornou-se uma das músicas mais icónicas da história.

E o menino — a quem a música foi dedicada — só descobriria isso vinte anos depois.

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Cynthia viveu com dignidade num mundo que recompensa o barulho.

Quando publicou o seu livro, não foi para destruir, foi para contar.
Falou da dor, das traições, até da violência que sofreu… mas nunca deixou que o ódio fosse maior que o amor que um dia sentiu.

Quando John foi assassinado, ela não usou o momento para se vingar.

Ela chorou.

Pelo homem que amou.
Pelo pai do seu filho.
Pelo jovem que conheceu antes da fama o consumir.

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Cynthia Lennon não foi apenas “a primeira esposa”.

Ela foi a prova viva de algo raro:

Que é possível sair destruído… e ainda assim escolher não destruir ninguém.

Que a dignidade não é algo que se perde — é algo que se decide manter.

Num mundo onde todos gritam para serem ouvidos… ela escolheu o silêncio.

E, ainda assim, disse tudo.

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Ela foi a primeira a amar John Lennon.
E a última a perdê-lo… com elegância.

terça-feira, 28 de abril de 2026

lula e ladrão

O TEXTO É LONGO, Mas vale a pena ler, para saber do que essa esquerda é capaz:

Mantega e Toffoli fraudaram concurso que nomeou Messias procurador da Fazenda

Publicado em 20 de abril de 2026 por Tribuna da Internet

Reprovado no concurso, Messias foi “nomeado” assim mesmo

Carlos Newton

Em nome da liberdade de expressão, há alguns dias recebemos e publicamos na Tribuna da Internet um fortíssimo editorial da Gazeta do Povo contra Jorge Messias, afirmando que a aprovação de seu nome para ministro do Supremo Tribunal Federal deve ser considerada “uma traição à Pátria”.

Ao nosso ver, o artigo da Gazeta do Povo estaria exagerando nas críticas, porque Jorge Messias aparentemente não é melhor nem pior do que outros supostos “juristas” que compõem hoje o STF, onde é cada vez difícil vislumbrar a exigência constitucional de notório saber e reputação ilibada.

GRAVE DENÚNCIA – E agora, na reta de chegada da ascensão do Messias ao Supremo, a Tribuna da Internet recebeu uma grave denúncia contra ele e saiu em campo para investigar em profundidade a trajetória vitoriosa do “petista da vez”, que o presidente Lula da Silva resolveu nomear ao Supremo, com chances absolutas de aprovação pelo Senado.

A apuração transformou-se em enorme surpresa, ao revelar que Jorge Messias teve fraudado seu ingresso no serviço público em 2007 e está envolvido em sucessão de crimes, como Fraude em Certames de Interesse Público (art. 311-A), Usurpação de Função Pública (art. 328) e Falsidade Ideológica (art. 299), que inclui falsificação de dados biográficos em seu currículo.

E tudo isso é absolutamente transparente com as provas que a Tribuna obteve, todas baseadas em documentos públicos federais.

HISTÓRICO – Jorge Messias formou-se em Direito em 2003, na Universidade Federal de Pernambuco. Três anos depois, sem qualquer experiência forense, inscreveu-se no concurso para procurador da Fazenda Nacional, cuja prova final foi realizada em 28 de outubro de 2007.

Havia milhares de inscritos, porque se tratava de um concurso nacional de provas e títulos, para preenchimento de 250 vagas. As chances do jovem Jorge Messias eram mínimas, devido à inexperiência como advogado e por não ter títulos à exibição, num concurso cujas questões abrangiam Direito Constitucional, Tributário, Financeiro, Econômico, Administrativo, Internacional, Comercial, Civil, Processual Civil, Penal, Processual Penal, Trabalho, Processual do Trabalho e Previdenciário.

Sem mestrado, doutorado e pós-graduação, sem haver publicado ensaios nem obras, e também sem experiência no magistério jurídico, o candidato Jorge Messias, que tinha então apenas 26 anos, jamais havia atuado em advocacia, pois seus currículos assinalam que no período de 2002 a 2006 ele trabalhou como “técnico bancário” na Caixa Econômica Federal, em Recife, e simultaneamente como “gerente” do Teatro Marrocos.

CONCURSO ANULADO – A primeira prova objetiva, com cinco horas de duração, realizou-se em 2 de setembro de 2007, mas foi anulada no dia 20 de setembro pelo Edital nº 90 da Escola de Administração Fazendária (ESAF), que marcou a nova prova para 28 de outubro.

Assinam o edital de anulação o presidente do Conselho Superior da AGU, Evandro Costa Gama; a procuradora-geral da Fazenda, Rosângela Silveira de Oliveira; o procurador-geral da União, Luis Henrique Martins dos Anjos; o consultor-geral da União, Ronaldo Jorge Araújo Vieira Jr.; o corregedor-geral da Advocacia da União, Aldemario Araújo Castro; a representante da carreira de Advogado da União, Tania Patricia de Lara Vaz; o representante da carreira do Procurador da Fazenda Nacional, José Valter Toledo Filho; e a diretora-geral da ESAF (Escola de Administração Fazendária), Maria Cristina MacDowell Dourado de Azevedo.

O edital foi publicado no Diário Oficial da União, de 24 de setembro de 2007, Seção 3.

BRECHA PARA FRAUDE – Essa anulação da prova do concurso público foi exatamente a brecha que possibilitou a fraude.

Numa rapidez impressionante, nove dias depois da realização da prova final, que ainda nem tinha sido corrigida, o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ministro da AGU, Dias Toffoli, resolveram fazer nomeações ilegais, desprezando a suspensão da validade do concurso e descumprindo a Constituição (Art. 37, inciso IV) e a jurisprudência do Supremo, que determinam nomeação prioritária pela ordem de classificação.

Foi assim, sem a menor hesitação, que Mantega e Toffoli nomearam ilegalmente dezenas de novos procuradores da Fazenda – entre eles, o inexperiente Jorge Messias.

PORTARIA ILEGAL – Essas estranhas, apressadas e irregulares nomeações foram autorizadas numa Portaria Conjunta assinada pelos dois ministros em 6 de novembro de 2007, antes mesmo de serem corrigidas as provas e avaliados os títulos, repita-se.

Aliás, a divulgação da lista dos aprovados só ocorreria no Diário Oficial em 1º de julho de 2008, quase nove meses depois das nomeações determinadas por Mantega e Toffoli, que não respeitaram a ordem de classificação.

Obviamente, na forma da lei, nenhum candidato poderia ser nomeado antes da obrigatória publicação da lista de aprovados no Diário Oficial da União.

FALSA JUSTIFICATIVA – Ao cometer a fraude, Mantega e Toffoli tiveram de “inventar” uma justificativa para nomear essa lista de advogados ligados ao PT, que tinham fracassado na primeira prova anulada e sabiam não ter chance na prova final. Um desses advogados protegidos pelo governo petista era justamente o pernambucano Jorge Rodrigo Araújo Messias.

Na Portaria Conjunta, Mantega e Toffoli decidem “NOMEAR, para cargos efetivos de Procurador da Fazenda Nacional de 2ª Categoria, os candidatos aprovados e classificados no referido concurso público, que requereram sua recolocação no final da lista de aprovados, relacionados em Anexo. ”

Como ocorre na maioria dos atos cotidianos de Mantega e Toffoli, a justificativa não faz o menor sentido. Ora, se esses candidatos petistas já estavam “aprovados e classificados”, por que iriam requerer “sua recolocação no final da lista de aprovados”?

ERROS GROSSEIROS – O pequeno texto de justificativa contém outros erros grosseiros. O principal deles é que, se esses candidatos realmente tivessem solicitado entrar “no final da lista de aprovados”, jamais poderiam ser nomeados, porque à frente deles havia exatos 1.148 concorrentes, sendo 265 “aprovados/classificados” e 883 “aprovados/não-classificados”, segundo a longa lista publicada no Diário Oficial de 1º de julho de 2008.

Este Edital da ESAF que publicou a verdadeira lista cita um a um os 1.148 aprovados e esclarece que os demais, cujos nomes não contam nas duas listas, “são considerados reprovados”.

Entre esses milhares de “reprovados” estava Jorge Messias, porque seu nome não aparece entre os 1.148 “aprovados-classificados” ou “aprovados/não-classificados”.

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PS 1 – Como se vê, a nomeação de Messias para procurador da Fazenda Nacional foi uma fraude monumental, que está impune até hoje e vai possibilitar na digníssima Suprema Corte a posse de um falsário de carteira assinada, digamos assim.

PS 2 – O assunto é apaixonante e voltaremos a ele amanhã, mostrando mais detalhes da fraude cometida por Mantega e Toffoli, assim como as ilegalidades de Jorge Messias, que jamais poderá ser considerado um advogado acima de qualquer suspeita. No entanto, mesmo com essa biografia execrável, ele deverá ser o próximo ministro do Supremo, segundo os prognósticos de toda a mídia. (CN)

domingo, 5 de abril de 2026

Aristide

》Boris III da Bulgária: o rei que desobedeceu ao mal

No meio do caos da Segunda Guerra Mundial, a Bulgária se mostrou aliada do regime nazi. As bandeiras com a suástica ondavam nas varandas e os tratados assinados com Berlim pareciam selar a sua lealdade. Mas por trás dessa fachada de obediência, um rei calado escondia algo mais poderoso do que qualquer arma: uma consciência viva.

Seu nome era Boris III, um monarca raro. Não procurava glória nem expansão; preferia floresta, ar da montanha e conversas sinceras com camponeses. Governou um pequeno país no meio de um continente devorado por gigantes.

Em 1943, uma ordem veio de Berlim: deportar os judeus búlgaros para os campos de concentração. Os trens já estavam à espera, as listas estavam escritas e os alemães exigiam cumprimento imediato. Mas algo inesperado aconteceu: o povo búlgaro recusou. Bispos, professores, parlamentares e cidadãos comuns levantaram a voz em defesa dos seus vizinhos.

O rei ouviu esse clamor e decidiu enfrentar Hitler. Convocou os diplomatas alemães e pronunciou uma frase que faria a diferença entre a barbárie e a humanidade:

> “A Bulgária não tem judeus para deportar.
Tem cidadãos búlgaros. ”

Aquelas palavras pararam os comboios. Quarenta e oito mil vidas foram salvas graças a uma desobediência moral que pode custar a sua.

Pouco depois, em 28 de agosto de 1943, Boris foi convocado para Berlim. Voltou doente e morreu dez dias depois. A versão oficial falou de ataque cardíaco; muitos suspeitaram de envenenamento.

O rei que não procurou poder nem fama escolheu algo mais difícil: não obedecer ao mal.
Seu gesto silencioso ficou como um dos atos mais corajosos da guerra.

Porque, às vezes, a verdadeira grandeza não está em conquistar impérios.
mas em salvar vidas.

Lula é ladrão

“Os brasileiros não aguentam mais Lula.” A fala é da deputada norte-americana María Elvira Salazar, filha de exilados do regime comunista cubano. Ela fez novas acusações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de apostar que ele será derrotado nas eleições presidenciais de outubro, caso decida concorrer à reeleição de um quarto mandato. 

A congressista alega que Lula é alinhado a “ditadores da América Latina”, defende criminosos e governa com uma “cartilha” que envolve censura e perseguição a opositores. Salazar também critica o que chamou de tentativa de silenciar vozes e fechar plataformas digitais, afirmando que o governo enquadra todas essas ações como defesa da democracia. 

“Os brasileiros estão cansados de Lula. Ele ficou ao lado de ditadores da América Latina, defendeu criminosos e agora governa com a mesma cartilha, que silencia vozes, fecha plataformas e persegue oponentes. Ele chama isso de ‘defender a democracia’. O povo do Brasil sabe a verdade”, declarou a parlamentar. 

“O Brasil não vai retroceder. A liberdade vai vencer, e Lula será derrotado nas urnas”, emendou. A congressista externou ainda que o governo Lula não segue os princípios da democracia, mas do autoritarismo em larga escala.

Jornalista premiada e atuante na Câmara dos EUA desde 2021, María representa o 27º distrito da Flórida. Publicamente, ficou conhecida por confrontar ditadores latino-americanos, incluindo Fidel Castro, Augusto Pinochet e Nicolás Maduro. Salazar é hoje presidente do Subcomitê do Hemisfério Ocidental, que integra o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA, e atua contra regimes autoritários na América Latina. 

Salazar é coautora do projeto de lei “No Censors on Our Shores Act”, que busca impedir que agentes públicos estrangeiros que violem a liberdade de expressão de cidadãos americanos entrem ou permaneçam nos Estados Unidos. 

O texto foi elaborado especialmente após as ações de Alexandre de Moraes contra a plataforma X/Twitter, de Elon Musk, no Brasil. O projeto está na lista para ser votado pelo plenário da Câmara dos EUA, após ter sido aprovado pelo Comitê do Judiciário.

Bulgarie Burkina de la

》Boris III da Bulgária: o rei que desobedeceu ao mal

No meio do caos da Segunda Guerra Mundial, a Bulgária se mostrou aliada do regime nazi. As bandeiras com a suástica ondavam nas varandas e os tratados assinados com Berlim pareciam selar a sua lealdade. Mas por trás dessa fachada de obediência, um rei calado escondia algo mais poderoso do que qualquer arma: uma consciência viva.

Seu nome era Boris III, um monarca raro. Não procurava glória nem expansão; preferia floresta, ar da montanha e conversas sinceras com camponeses. Governou um pequeno país no meio de um continente devorado por gigantes.

Em 1943, uma ordem veio de Berlim: deportar os judeus búlgaros para os campos de concentração. Os trens já estavam à espera, as listas estavam escritas e os alemães exigiam cumprimento imediato. Mas algo inesperado aconteceu: o povo búlgaro recusou. Bispos, professores, parlamentares e cidadãos comuns levantaram a voz em defesa dos seus vizinhos.

O rei ouviu esse clamor e decidiu enfrentar Hitler. Convocou os diplomatas alemães e pronunciou uma frase que faria a diferença entre a barbárie e a humanidade:

> “A Bulgária não tem judeus para deportar.
Tem cidadãos búlgaros. ”

Aquelas palavras pararam os comboios. Quarenta e oito mil vidas foram salvas graças a uma desobediência moral que pode custar a sua.

Pouco depois, em 28 de agosto de 1943, Boris foi convocado para Berlim. Voltou doente e morreu dez dias depois. A versão oficial falou de ataque cardíaco; muitos suspeitaram de envenenamento.

O rei que não procurou poder nem fama escolheu algo mais difícil: não obedecer ao mal.
Seu gesto silencioso ficou como um dos atos mais corajosos da guerra.

Porque, às vezes, a verdadeira grandeza não está em conquistar impérios.
mas em salvar vidas.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

criança feliz

Ela tinha oito anos quando deixou de ser filha e passou a ser aposta.
Não em metáfora.
Em valor real, lançado sobre uma mesa suja de cartas.

O pai perdeu a última rodada e, com ela, perdeu a menina.

A irmã mais velha tinha três horas.
Três horas antes que um homem viesse buscá-la como quem reclama uma posse.

Deadwood, Território de Dakota, 1877.

Thomas Garrett já tinha perdido tudo para a bebida, para o jogo e para o próprio vazio. No salão Gem, sem dinheiro e sem saída, aceitou a proposta do homem que vencera a mão — um empreiteiro conhecido por levar crianças para acampamentos mineiros.

Quitar a dívida.
Entregar a filha mais nova.

A pena tremeu, mas assinou.
E naquele gesto condenou uma criança de oito anos a um lugar onde mãos pequenas sangravam separando minério, e muitos não sobreviviam até os quinze.

Quando Sarah Garrett, com quinze anos, chegou em casa depois de um dia inteiro lavando roupa e soube do que o pai fizera, ela não gritou.
Não chorou.
Não caiu.

Ficou quieta.
Deixou o peso da realidade pousar.
E pensou.

Três horas.
Uma chance frágil.
E algo que o pai nunca teve: clareza.

Sarah sabia que o contrato existia para parecer legal. Sabia também que a cidade tinha um juiz recém-nomeado que afirmara publicamente: nenhuma criança pode pagar a dívida de um adulto.

Antes do amanhecer, enquanto Deadwood ainda dormia, ela caminhou até o tribunal.

O juiz não estava.
O secretário, sim.

Ela contou tudo com a voz trêmula, mas firme. Expôs cláusula por cláusula, explicou a ilegalidade, denunciou a servidão por dívida e o estado de embriaguez do pai no momento da assinatura.

O secretário ouviu.
E acordou o juiz.

Ao meio-dia, quando o homem voltou para buscar Emma, encontrou Sarah na porta segurando um documento com selo judicial.

Ele recuou.

Naquela tarde, o contrato foi anulado. O juiz declarou a transação ilegal e retirou Thomas Garrett de qualquer autoridade sobre as filhas. Em seguida, fez o impensável: reconheceu Sarah, quinze anos, como tutora provisória da irmã.

Mas a vitória não trouxe conforto.

Duas meninas.
Sem casa.
Sem pais.
Sem dinheiro.

Sarah bateu a portas, ofereceu trabalho duro em troca de teto e comida. Quatro recusaram. Uma viúva aceitou.

Por três anos, Sarah trabalhou dezesseis horas por dia. Guardou cada moeda. Dormiu pouco. Não reclamou.
Até abrir a própria lavanderia.
Depois, comprar o prédio.
Depois, empregar mulheres e pagar salários justos.

Emma estudou. Cresceu. Tornou-se professora. Depois diretora. Depois defensora das leis contra o trabalho infantil.

Sarah nunca se casou.
“Já criei uma menina”, dizia. “E fiz melhor do que muitos.”

Quando morreu, chamaram-na de empresária.

Mas a verdade era outra.

Ela foi uma garota de quinze anos que, com um livro, uma mente lúcida e três horas, salvou a irmã — e transformou uma tragédia em legado.

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